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Ponto Sem Retorno leva Ridley Scott de volta à ficção científica.

Filme com Jacob Elordi transforma um mundo devastado em uma história sobre luto, sobrevivência e esperança.

Ponto Sem Retorno leva Ridley Scott de volta à ficção científica.

Ridley Scott retorna à ficção científica com Ponto Sem Retorno, produção que estreia em 27 de agosto nos cinemas brasileiros. O longa adapta o romance The Dog Stars, publicado por Peter Heller em 2012, e acompanha um piloto que procura algum sinal de humanidade depois do colapso da sociedade.

Jacob Elordi interpreta Hig, um dos sobreviventes de uma pandemia de gripe que eliminou grande parte da população. Ele vive em um aeroporto abandonado ao lado de Jasper, seu cachorro, e de Bangley, um ex-fuzileiro naval vivido por Josh Brolin. Enquanto Bangley concentra seus esforços na defesa do local, Hig ainda acredita que possa existir uma vida melhor além daquele território isolado.

Uma transmissão muda a rotina

A história ganha movimento quando Hig capta uma transmissão de rádio aparentemente vinda de uma comunidade distante. A mensagem faz com que ele deixe a segurança do aeroporto e utilize um pequeno avião para atravessar uma região dominada pelo abandono e pela violência.

A viagem não representa apenas uma tentativa de encontrar outros sobreviventes. Hig ainda enfrenta o luto pela esposa e procura recuperar alguma razão para continuar vivendo. O vínculo com Jasper desempenha um papel importante nesse processo, pois o cachorro representa sua ligação com a vida anterior à pandemia. Scott considerou essa relação e as referências às estrelas elementos essenciais da adaptação.

O filme foi escrito por Mark L. Smith, roteirista de O Regresso e de outra produção dirigida por Scott, Gladiador 2. O elenco também inclui Margaret Qualley, Guy Pearce, Benedict Wong e Allison Janney. A produção é da 20th Century Studios em parceria com a Scott Free Productions.

Uma ficção científica mais contemplativa

Embora os trailers apresentem confrontos e situações de perigo, Ponto Sem Retorno dedica grande parte de sua narrativa à solidão, ao luto e à convivência entre pessoas que sobreviveram por métodos diferentes. A proposta aproxima o filme de um drama humano ambientado no fim do mundo, com momentos de ação distribuídos ao longo da jornada.

Essa escolha dividiu as primeiras avaliações. Parte da crítica elogiou as paisagens, a fotografia e a abordagem mais sensível da relação entre os personagens. Outras análises consideraram o ritmo lento e apontaram que a produção utiliza elementos já conhecidos das histórias pós-apocalípticas.

A recepção inicial, portanto, não forma um consenso. O aspecto mais valorizado por algumas publicações, a contemplação, aparece justamente como uma fragilidade para outras. Essa diferença indica que a experiência pode depender da expectativa do espectador. Quem procura ação contínua poderá encontrar uma narrativa mais lenta do que a publicidade sugere.

Ridley Scott amplia sua relação com o gênero

Aos 88 anos, Scott volta a um gênero decisivo em sua carreira. O diretor comandou Alien, o Oitavo Passageiro, Blade Runner e Perdido em Marte, além de produções históricas como Gladiador e Napoleão.

Em Ponto Sem Retorno, o cineasta troca cidades futuristas e viagens espaciais por pistas abandonadas, pequenos aviões e paisagens tomadas pela natureza. O resultado procura responder a uma questão simples: depois de garantir a própria sobrevivência, o que ainda pode fazer uma pessoa querer continuar viva?

O filme possui aproximadamente 118 minutos e chega inicialmente apenas aos cinemas. Não existe uma data oficial confirmada para sua estreia nas plataformas de streaming no Brasil.

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