Coyote vs. Acme chega aos cinemas após escapar do arquivamento.
Filme mistura animação, atores e sátira empresarial em uma trajetória que repetiu fora das telas a luta de seu protagonista.
Coyote vs. Acme finalmente chegou aos cinemas brasileiros. O filme estreou em 27 de agosto, quase três anos depois de a Warner Bros. anunciar que não lançaria a produção, apesar de ela já estar concluída.
A comédia mistura personagens animados e atores em um mundo no qual humanos convivem com figuras dos desenhos. Will Forte, John Cena e Lana Condor integram o elenco, enquanto personagens clássicos de Looney Tunes são interpretados por dubladores como Eric Bauza.
Uma ação judicial contra produtos defeituosos
A história começa quando o Coyote decide responsabilizar a Acme pelos equipamentos que falharam durante suas incontáveis tentativas de capturar o Papa-Léguas. Ele procura Kevin Avery, advogado especializado em acidentes envolvendo personagens animados, e apresenta uma coleção de produtos perigosos e defeituosos.
O processo coloca a dupla diante de Buddy Crane, advogado poderoso interpretado por John Cena e representante dos interesses da corporação. Lana Condor vive Paige Avery, assistente que participa da investigação sobre as práticas da empresa.
A premissa foi inspirada em um texto humorístico escrito por Ian Frazier e publicado pela revista The New Yorker em 1990. Dave Green dirige o filme, com roteiro de Samy Burch e história desenvolvida por James Gunn, Jeremy Slater e Burch.
Um filme concluído que quase desapareceu
A produção foi filmada em 2022 e posteriormente arquivada pela Warner Bros. Discovery. A decisão, associada à redução de custos e a um benefício fiscal, provocou críticas de profissionais da indústria, integrantes da equipe e fãs.
O caso ganhou repercussão porque o filme não estava apenas em desenvolvimento. As gravações e grande parte do trabalho de pós-produção já haviam sido concluídas. A situação foi comparada ao arquivamento de Batgirl e Scoob! Holiday Haunt, outros projetos que não receberam lançamento comercial.
Após manifestações públicas e negociações, a Ketchup Entertainment adquiriu os direitos de distribuição em 2025. O negócio foi estimado em aproximadamente US$ 50 milhões por diferentes veículos, embora os termos completos não tenham sido divulgados oficialmente.
A realidade reforça o tema da história
A trajetória externa tornou o lançamento especialmente simbólico. Dentro do filme, um personagem pequeno e desacreditado enfrenta uma corporação com recursos muito superiores. Fora dele, artistas e espectadores pressionaram para que uma obra concluída não permanecesse inacessível.
A produção inclui uma dedicatória às pessoas que publicaram mensagens, organizaram manifestações e defenderam seu lançamento. Esse agradecimento associa diretamente a chegada aos cinemas à mobilização formada depois do arquivamento.
As primeiras críticas não formam consenso. Algumas avaliações elogiam o humor, a combinação entre animação e imagem real e a sátira às grandes empresas. Outras consideram a narrativa irregular e afirmam que os personagens clássicos poderiam ter sido mais bem aproveitados.
Coyote vs. Acme tem aproximadamente 101 minutos e classificação indicativa norte-americana PG. No momento, seu lançamento confirmado ocorre exclusivamente nos cinemas. Não existe uma data oficial para aluguel digital ou streaming no Brasil.













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